A indisciplina escolar, consiste na infracção a um conjunto de princípios reguladores da actividade, das relações (entre pares, com o/s professor/es e funcionário/s) e da conduta em geral, de carácter normativo (regras e normas em parte estabelecidas e definidas nos “regulamentos” e de carácter ético (valores da cultura dominante e da instituição) com que se ordena, organiza e “tempera” a vida na aula e em todo o espaço escolar. (Amado, 2010), uma elevada não conformidade mas em que o uso do poder é limitado (por exemplo na relação do aluno indisciplinado perante o professor (Sebastião, 2009).

A conceituação kantiana sobre disciplina ajuda-nos a perceber o conceito de indisciplina quando nos aponta que a disciplina é uma função negativa ou coercitiva de uma regra ou de um conjunto de regras, que impede a transgressão e coação graças à qual a tendência permanente que nos leva a desviar-nos de certas regras é limitada e finalmente extirpada.

“Conhecimento é autoridade”
O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se não, a tendência é ele procurar algo mais interessante para fazer.
Fonte: Universal Press Syndicate

O conceito de indisciplina é suscetível de múltiplas interpretações. Um aluno ou professor indisciplinado é em princípio alguém que possui um comportamento desviante em relação a uma norma explicita ou implícita sancionada em termos escolares e sociais. Estes desvios são todavia denominados de forma diferente conforme se trate de alunos ou de professores. Os primeiros são apelidados de indisciplinados, os segundos de incompetentes. Nestas notas vamos apenas abordar os comportamentos desviantes dos primeiros.
Indisciplina ou violência? A indisciplina pode implicar violência, mas não é necessário que esta ocorra. É neste sentido que alguns autores, distinguem vários níveis de indisciplina, tais como:
- Perturbação pontual que afeta o funcionamento das aulas ou mesmo da escola.
- Conflitos que afetam as relações formais e informais entre os alunos, que podem atingir alguma agressividade e violência, envolvendo por vezes, atos de extorsão, violência física ou verbal, roubo, vandalismo, etc.
- Conflitos que afetam a relação professor-aluno, e que em geral colocam em causa a autoridade e o estatuto do professor.
- Vandalismo contra a instituição escolar, que muitas vezes procura atingir tudo aquilo que ela significa.
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